domingo, 6 de novembro de 2011

CONHECENDO ALGUNS RECURSOS DA SRM

CONHECENDO ALGUNS RECURSOS DA SRM


O Ministério da Educação, com o objetivo de apoiar as redes públicas de ensino na organização e na oferta do AEE e contribuir com o fortalecimento do processo de inclusão educacional nas classes comuns de ensino, instituiu o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, por meio da Portaria Nº. 13, de 24 de abril de 2007.
Nesse processo, o Programa atende a demanda das escolas públicas que possuem matrículas de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou superdotados/altas habilidades, disponibilizando as salas de recursos multifuncionais, Tipo I e Tipo II. Para tanto, é necessário que o gestor do município, do estado ou do Distrito Federal garanta professor para o AEE, bem como o espaço para a sua implantação.
As Salas de Recursos Multifuncionais Tipo I são constituídas de microcomputadores, monitores, fones de ouvido e microfones, scanner, impressora laser, teclado e colméia, mouse e acionador de pressão, laptop, materiais e jogos pedagógicos acessíveis, software para comunicação alternativa, lupas manuais e lupa eletrônica, plano inclinado, mesas, cadeiras,
armário, quadro melanínico.
As Salas de Recursos Multifuncionais Tipo II são constituídas dos recursos da sala Tipo I, acrescidos de outros recursos específicos para o atendimento de alunos com cegueira, tais como impressora Braille, máquina de datilografia Braille, reglete de mesa, punção, soroban, guia de assinatura, globo terrestre acessível, kit de desenho geométrico acessível, calculadora sonora, software para produção de desenhos gráficos e táteis.
Vejamos agora alguns destes recursos:

a) Teclado com colméia: A colméia é um recurso da tecnologia assistiva feita em acrílico transparente com furos coincidentes às teclas do teclado comum. A colméia facilita a digitação do aluno com dificuldade motora.

b) Mouse e acionador de pressão: O acionador de pressão, conectado ao mouse, é utilizado por alunos com deficiência física. Por exemplo, em casos em que os alunos apresentam amputação de braços, o acionador poderá ser ativado com o queixo ou, se o aluno apresenta dificuldades motoras nas mãos, o acionador poderá ser ativado com o movimento do cotovelo.

c) Lupa eletrônica: Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da Lupa Eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.
“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, disse sobre outras vantagens do produto.
Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”,

d) Impressora Braille: As impressoras Braille são essenciais para a rápida conversão de todo tipo de texto eletrônico para o Braille, o formato de escrita e leitura tátil utilizado por cegos e surdocegos. O público consumidor é aquele com deficiência visual, Ppessoas com deficiência múltipla e até mesmo os idosos.

e) Reglete e punção: Reglete corresponde a uma régua dupla, que abre e fecha com apoio de dobradiças no canto esquerdo, e em cuja abertura é destinada ao papel, sendo fixado entre a régua superior e a inferior. Na régua superior, encontramos retângulos vazados, cada um compreendendo 6 pontos, na disposição de uma “cela” Braille e na inferior, podemos encontrar várias “celas” Braille todas em baixo relevo. O punção será colocado dentro de cada janela, e uma a uma pressiona-se os pontos desejados para cada letra. A escrita é feita da direita para a esquerda, sendo que o relevo será encontrado ao retirar e virar a folha, já que quando apertamos o punção na folha, o relevo será formado na face contrária e ao retirá-la, a leitura processa normalmente: da esquerda para a direita.
Existem diferentes tipos de regletes e punções, variando desde modelos menores até os maiores, esses últimos geralmente acompanham uma prancha de madeira para fixar e apoiar melhor o papel. Existem de alumínio e plástico, a escolha para o que for mais indicado no momento.

f) Sorobã: O Ábaco, ou Sorobã é um instrumento de calcular, ou seja, os deficientes visuais utilizam o Sorobã na realização de operações matemáticas. O qual já era utilizado bem antes da era cristã.
Através da prática do Sorobã, os alunos atingem objetivos como:
- Põe em funcionamento o cérebro, aguçando sua inteligência.
- Ajuda o aluno a resolver problemas de matemática com rapidez e perfeição.
- Desenvolve habilidades motoras, como: movimentos de pulso, mãos e dedos.
- Desenvolve a memória e a autoconfiança.
- Formam pessoas melhores preparadas, do ponto de vista mental, da perseverança e da paciência.
Ao ensinar o Sorobã, o professor deve ficar atento para que o aluno ao aprender usar este instrumento, o faça de maneira correta e agradável. O aluno deficiente visual não deverá ter como objetivo a rapidez, mais sim a perfeição dos movimentos, para chegar a resultados corretos.

g) Tecnologia Assistiva

Definição: equipamentos, serviços, estratégias e práticas para minorar os problemas funcionais encontrados pelas pessoas com deficiência.

Objetivo: Promover qualidade de vida e inclusão social de seus usuários.

Modalidades:

Recursos pedagógicos adaptados
Comunicação alternativa
Recursos de acessibilidade ao PC
Recursos para AVDs
Adaptações de jogos e brincadeiras – recreação
- Equipamentos de auxílio para pessoas com cegueira ou baixa visão
- Equipamentos de auxílio para pessoas com surdez ou perdas auditivas
Controle de ambiente
Adequação postural
Mobilidade alternativa
Órteses e próteses
Projetos arquitetônicos para acessibilidade.

Como escolher o recurso?

Observar postura estável do aluno;
Altura da mesa do computador;
Posicionamento do monitor;
Oferecer o teclado e observar;
Avaliar condição de uso do mouse;
Observar se é capaz de enxergar as informações que aparecem na tela.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Brasília: MEC/SEESP, 2009.
http://www.bancodeescola.com
http://bengalalegal.com
http://www.braillevirtual.fe.usp.br
http://www.ibc.gov.br
http://www.laramara.org.br

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