segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Planejando com recursos da internet

Planejando com Recursos da Internet

Professora: Renata Alves Lima
Local de desenvolvimento: Sala de Recursos Multifuncionais, durante o atendimento educacional especializado.
Aluna: Gaby, 11 anos, cursa o 6º ano do Ensino Fundamental, possui deficiência motora devido uma doença da mãe durante a gestação, as dificuldades motoras são progressivas, embora a menina faça fisioterapia uma a duas vezes por semana, isto também afetou os músculos da face contribuindo para uma fala embolada e, às vezes, de difícil compreensão, a mesma tem o cognitivo preservado e é extremamente inteligente.

1. Dados de Identificação:
Atividade do site:
·         Contos, complete a história “Surpresas no cinema”. http://www.pequenoartista.com.br/pa/tinoco/complete/complete_geral.aspx

Período de desenvolvimento da atividade:
·         02 aulas de 60 minutos

2. Características sensório-cognitivas exigidas para a realização da atividade:
·         Manuseio adequado do computador;
·         Domínio de leitura;
·         Capacidade de interpretar, inventar e recriar histórias.
 

3. Habilidade a ser desenvolvida:
·         Leitura e interpretação;
·         Criatividade;
·         Reflexão sobre o que é necessário para ser feliz;
·         Produção textual;

4. Objetivos:
 
·         Explorar um site com atividades relacionadas à leitura e desenvolvimento da criatividade;
·         Oportunizar uma experiência onde a aluna possa estar utilizando a web para aprender mais e perceber que existem muitas formas divertidas de ler e escrever;
·         Levá-la a explorar os itens de diversão disponibilizados no site e deixar sua escolha livre para o que mais chamar-lhe a atenção;
·         Vivenciar junto com a Gaby um momento onde a mesma pudesse estar fazendo uso da tecnologia assistiva para melhor se desenvolver.

5. Conteúdo:
·         Contos, complete a história.
 

6. Desenvolvimento da atividade:
·         1º dia:

Nesta aula inicial utilizando a internet como um recurso para desenvolvimento da aprendizagem, mostrei pra minha aluna o site do Pequeno Artista, expliquei que se tratava de um ambiente virtual onde pessoas liam e postavam textos diversos como poemas, poesias, músicas e que também tinha jogos e outros recursos que proporcionam divertimento e aprendizado.
Mostrei-a como acessar, a página inicial do site, as opções de divertimento e etc. Deixei-a explorar o ambiente.
Gaby gosta muito de ler e adora contos, daí a justificativa dela ter escolhido o link contos, após aberta uma série de títulos de histórias, ela optou por “Surpresas no cinema” porque seu pai a tinha levado ao cinema agora no mês de outubro, acontecimento bem diferenciado na vida de qualquer criança na minha cidade, porque aqui não tem cinema e o mais próximo fica a 80 km, numa outra cidade chamada Sobral. Este acontecimento parece que foi bem marcante pra ela.
Gaby domina leitura muito bem e também interpreta de forma brilhante, sua escrita, embora tenha grandes dificuldades motoras, não compromete a fluidez de suas ideias, sua fala, mesmo sendo difícil de compreender, demonstra o quanto esta menina é inteligente e criativa. Após ser feita a leitura do conto, ele tem uma parte onde a história fica suspensa e a quem está lendo pode dar continuidade. Conversamos bastante sobre a possibilidade de uma continuação, o que poderia ter acontecido, quem estava falando a verdade na história, que outros personagens poderiam estar ocultos, fiz vários questionamentos e pedi a mesma que pensasse sobre a continuação do conto, esta seria a atividade de nossa próxima aula.

·         2º dia:

Esta aula foi mesmo diferente, nela minha aluna chegou até mais cedo do horário previsto para início e acho que se tivessem passado mais do que os dois dias que separam um atendimento do outro, Gaby teria ido bater na minha casa pra contar o que pensou e pra saber realmente o que tinha acontecido.
Ela disse que pensou muito na história vivenciada por Bela no cinema e a estranha menina de nome Camila e contou sua versão super criativa da história, disse que pediu ajuda à mãe e a seu irmão, mas cada um achava uma coisa diferente e que não foi de grande valia a contribuição deles, notei aí que Gaby já tem um senso crítico e que é muito capaz de defender suas ideias, mostrou que tem convicção. Ouvi o que a versão da menina e, depois de fazer mais algumas considerações, mostrei a versão que estava disponível no site, claro que foi totalmente diferente do que ela pensou, mas este também é um dos ensinamentos da atividade, mostrar que todos somos diferentes e que cada um tem seu ponto de vista, acredito que ela tenha compreendido isto.
A continuação proposta pelo site foi uma contribuição de uma menina chamada Brenda, acredito ser uma leitora assídua do Pequeno Artista e isso foi legal de ser percebido porque minha aluna ficou cheia de vontade de também participar e, quem sabe, um dia ter uma de suas histórias também escolhidas pra ser divulgada ali, considerei esta interação entre site e usuário super positiva. Bem, o final que estava postado lá remetia a sentimentos de bondade, amizade, valorização do que realmente importa para uma pessoa ser feliz, continuamos nossa aula falando sobre isso e o que poderia contribuir em nossas vidas e nas vidas de nossos familiares, ela se comprometeu a contar esta história pra todos mundo e quis explorar outros contos do site. Deixei-a navegar livremente por ele e, aos poucos, fomos descobrindo outras atividades muito interessantes que certamente serão utilizadas em nossas futuras aulas.

7. Recursos de apoio (por exemplo, tecnologia assistiva):
·         Site: http://www.pequenoartista.com.br/
·         Computador, internet;
·         Mouse acionador de pressão.
8. Estratégias de acompanhamento da atividade:
·          Monitoração constante da atividade, intervenções pedagógicas quando necessárias ou solicitadas, viabilização de meios para desenvolvimento da criatividade.
9. Observações:
·         A atividade foi muito prazerosa tanto pra minha aluna quanto pra mim;
·         Pudemos com ela estar ampliando o gosto pela leitura, interpretação e produção de novos textos, bem como apreender valores para serem vivenciados no nosso dia-a-dia;
Lamento muito o fato dela não ter um notebook para treinar mais em casa e acesso à internet porque sei que ela se desenvolveria muito mais, fico angustiada de ver os cadernos da Gaby, o quanto perde tempo copiando com sua letra tão difícil de ser compreendida, o tamanho esforço que faz para reproduzir o que os professores pedem numa folha de papel, noto que ela perde um tempo precioso que poderia estar sendo utilizado pra ela pensar mais, criar mais e aprender mais ao observar o que está sendo dito e não o que está sendo proposto pra ser copiado. Ela consegue ter muito mais domínio da escrita e rapidez fazendo uso do computador do que de um lápis, mas a família não pode comprar e acho que a falta deste recurso tecnológico impede Gaby de aprender mais e vejo o quanto é importante que os professores passem por cursos de formação como este, para que possam estar aprendendo mais e conhecendo novas possibilidades de aprender e ensinar.

Plano de aula fazendo uso de uma tecnologia assistiva.

Plano de aula fazendo uso de uma tecnologia assistiva.
·         Caracterização do aluno:
Aurélio, 19 anos, é cego total do olho direito e tem aproximadamente 10% da visão em seu olho esquerdo, iniciou sua vida estudantil ainda criança, mas não prosseguiu por falta de informação e apoio pedagógico da escola em que iniciou sua vida escolar. A família não incentiva muito os estudos do rapaz por medo que o mesmo perca o benefício que recebe do INSS, esta foi uma tarefa de conscientização que tive de fazer junto à mesma, para que ele fosse matriculado na escola que leciono e fosse atendido na Sala de Recursos Multifuncionais que trabalho. Tem um ano que o Aurélio recebe atendimento educacional especializado e nele aprendeu as noções básicas para se alfabetizar, ele estuda numa sala regular de EJA- I (Educação para Jovens e Adultos – modalidade alfabetização). Ele apresenta muito interesse em aprender, bom raciocínio, se relaciona muito bem com a turma na qual está inserido e também interage de forma satisfatória comigo, enquanto sua professora, já que no AEE o horário que ele é atendido é exclusivo para ele. Para o ano de 2012 quero firmar uma parceria junto a sua família para fazer a matrícula dele no CEJA, uma espécie de supletivo, que possibilita ao aluno fazer todo um ciclo (1º ao 5º ano), (6º ao 9º ano) num período que pode ir de 12 a 24 meses, isto com muita ajuda das tecnologias para facilitar a leitura e compreensão dos módulos e da família para estar acompanhando e incentivando a realização das atividades.
·         Atividade planejada:
Trabalhar a letra de uma música do cantor Amado Batista (Esperança), o preferido de Aurélio. Levar a música para ser ouvida por ele, fazer uso do Dosvox para trabalhar com a letra da mesma, ouvir a letra através do programa, fazer uma interpretação oral, e em seguida, uma atividade de close completando o que se falta da letra. Propor uma brincadeira de adivinhas onde são utilizadas apenas uma palavra e a partir dela se cantar um trecho de uma música em que ela apareça. Gravar um CD com outras músicas do mesmo cantor para que o Aurélio possa levar para casa, ouvi-las e que sirvam de suporte textual para outras aulas.
·         Tecnologia Assistiva utilizada:

Uso do programa Dosvox (edivox e leitor de documentos).
·         Relato de experiência:

Esta atividade foi muito boa, tornou a aula prazerosa e fazer uso de uma das músicas preferidas do aluno fez com que ele se interessasse mais pelo que seria proposto pra ele neste momento. Aurélio se alfabetizou recentemente, ainda não domina a leitura e escrita fluentemente, está num processo de aquisição destes conhecimentos e usar textos que chamem sua atenção faz com que ele tenha mais vontade de aprender. Ele já é um adolescente passando pra fase adulta e, por isso, tenho que ter muito cuidado na seleção de material a ser utilizado nas aulas. Este aluno domina a posição das teclas do teclado convencional e faço uso do teclado colméia para facilitar a digitação do mesmo, assim não ocorre problemas como apertar duas letras ao mesmo tempo. Aurélio adora conversar sobre as canções deste cantor e o acho muito sensível, expressa bem sua opinião com relação aos outros e também sua afetividade. No uso do Dosvox ele achou meio complicado de início, mas também era a primeira vez e deve-se dar um desconto, geralmente usava com ele o NVDA e o editor de textos Word. Acredito que com o passar dos dias e com a experiência ele vá se habituar ao Dosvox e virar um grande usuário, só sinto muito pelo fato dele fazer uso destes recursos apenas na SEM porque em casa ele não possui computador e acho o tempo de atendimento insuficiente para ele estar aprendendo mais a usar estes recursos tecnológicos já que são apenas quatro horas semanais distribuídas em dois dias.

domingo, 6 de novembro de 2011

CONHECENDO ALGUNS RECURSOS DA SRM

CONHECENDO ALGUNS RECURSOS DA SRM


O Ministério da Educação, com o objetivo de apoiar as redes públicas de ensino na organização e na oferta do AEE e contribuir com o fortalecimento do processo de inclusão educacional nas classes comuns de ensino, instituiu o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, por meio da Portaria Nº. 13, de 24 de abril de 2007.
Nesse processo, o Programa atende a demanda das escolas públicas que possuem matrículas de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou superdotados/altas habilidades, disponibilizando as salas de recursos multifuncionais, Tipo I e Tipo II. Para tanto, é necessário que o gestor do município, do estado ou do Distrito Federal garanta professor para o AEE, bem como o espaço para a sua implantação.
As Salas de Recursos Multifuncionais Tipo I são constituídas de microcomputadores, monitores, fones de ouvido e microfones, scanner, impressora laser, teclado e colméia, mouse e acionador de pressão, laptop, materiais e jogos pedagógicos acessíveis, software para comunicação alternativa, lupas manuais e lupa eletrônica, plano inclinado, mesas, cadeiras,
armário, quadro melanínico.
As Salas de Recursos Multifuncionais Tipo II são constituídas dos recursos da sala Tipo I, acrescidos de outros recursos específicos para o atendimento de alunos com cegueira, tais como impressora Braille, máquina de datilografia Braille, reglete de mesa, punção, soroban, guia de assinatura, globo terrestre acessível, kit de desenho geométrico acessível, calculadora sonora, software para produção de desenhos gráficos e táteis.
Vejamos agora alguns destes recursos:

a) Teclado com colméia: A colméia é um recurso da tecnologia assistiva feita em acrílico transparente com furos coincidentes às teclas do teclado comum. A colméia facilita a digitação do aluno com dificuldade motora.

b) Mouse e acionador de pressão: O acionador de pressão, conectado ao mouse, é utilizado por alunos com deficiência física. Por exemplo, em casos em que os alunos apresentam amputação de braços, o acionador poderá ser ativado com o queixo ou, se o aluno apresenta dificuldades motoras nas mãos, o acionador poderá ser ativado com o movimento do cotovelo.

c) Lupa eletrônica: Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da Lupa Eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.
“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, disse sobre outras vantagens do produto.
Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”,

d) Impressora Braille: As impressoras Braille são essenciais para a rápida conversão de todo tipo de texto eletrônico para o Braille, o formato de escrita e leitura tátil utilizado por cegos e surdocegos. O público consumidor é aquele com deficiência visual, Ppessoas com deficiência múltipla e até mesmo os idosos.

e) Reglete e punção: Reglete corresponde a uma régua dupla, que abre e fecha com apoio de dobradiças no canto esquerdo, e em cuja abertura é destinada ao papel, sendo fixado entre a régua superior e a inferior. Na régua superior, encontramos retângulos vazados, cada um compreendendo 6 pontos, na disposição de uma “cela” Braille e na inferior, podemos encontrar várias “celas” Braille todas em baixo relevo. O punção será colocado dentro de cada janela, e uma a uma pressiona-se os pontos desejados para cada letra. A escrita é feita da direita para a esquerda, sendo que o relevo será encontrado ao retirar e virar a folha, já que quando apertamos o punção na folha, o relevo será formado na face contrária e ao retirá-la, a leitura processa normalmente: da esquerda para a direita.
Existem diferentes tipos de regletes e punções, variando desde modelos menores até os maiores, esses últimos geralmente acompanham uma prancha de madeira para fixar e apoiar melhor o papel. Existem de alumínio e plástico, a escolha para o que for mais indicado no momento.

f) Sorobã: O Ábaco, ou Sorobã é um instrumento de calcular, ou seja, os deficientes visuais utilizam o Sorobã na realização de operações matemáticas. O qual já era utilizado bem antes da era cristã.
Através da prática do Sorobã, os alunos atingem objetivos como:
- Põe em funcionamento o cérebro, aguçando sua inteligência.
- Ajuda o aluno a resolver problemas de matemática com rapidez e perfeição.
- Desenvolve habilidades motoras, como: movimentos de pulso, mãos e dedos.
- Desenvolve a memória e a autoconfiança.
- Formam pessoas melhores preparadas, do ponto de vista mental, da perseverança e da paciência.
Ao ensinar o Sorobã, o professor deve ficar atento para que o aluno ao aprender usar este instrumento, o faça de maneira correta e agradável. O aluno deficiente visual não deverá ter como objetivo a rapidez, mais sim a perfeição dos movimentos, para chegar a resultados corretos.

g) Tecnologia Assistiva

Definição: equipamentos, serviços, estratégias e práticas para minorar os problemas funcionais encontrados pelas pessoas com deficiência.

Objetivo: Promover qualidade de vida e inclusão social de seus usuários.

Modalidades:

Recursos pedagógicos adaptados
Comunicação alternativa
Recursos de acessibilidade ao PC
Recursos para AVDs
Adaptações de jogos e brincadeiras – recreação
- Equipamentos de auxílio para pessoas com cegueira ou baixa visão
- Equipamentos de auxílio para pessoas com surdez ou perdas auditivas
Controle de ambiente
Adequação postural
Mobilidade alternativa
Órteses e próteses
Projetos arquitetônicos para acessibilidade.

Como escolher o recurso?

Observar postura estável do aluno;
Altura da mesa do computador;
Posicionamento do monitor;
Oferecer o teclado e observar;
Avaliar condição de uso do mouse;
Observar se é capaz de enxergar as informações que aparecem na tela.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Brasília: MEC/SEESP, 2009.
http://www.bancodeescola.com
http://bengalalegal.com
http://www.braillevirtual.fe.usp.br
http://www.ibc.gov.br
http://www.laramara.org.br

Vídeo Exemplo de superação

Atividades para alunos com deficiência visual

ATIVIDADES PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
a) colagem como por exemplo, bolinhas de papel que ele mesmo amassa, forma já cortadas em isopor, cartolina, papel camurça, etc (você pode contornar um desenho com barbante para que ele preencha os espaços).
    obs.: para o aluno DV é muito difícil cortar com tesoura, por ser uma atividade que depende muito da visão, por isso as formas devem vir cortadas.
    b) enfiagem.
    c) pintura com giz de cera em espaços delimitados com barbante (* você cola barbante ou "fio urso" no contorno do desenho, que deve ter formas simples para ser mais facilmente percebido pelo aluno).
    Obs.: muitos detalhes e figuras complexas são de difícil percepção pelo ato. Na dúvida, feche seus olhos e tateie o desenho que você fez, para ter noção do grau de dificuldade, e consulte o seu aluno.
    d) trabalhos com massa de modelar, argila ou barro.
    e) construção com toquinhos de madeira (o aluno vai colando um no outro).
    f) construção com toquinhos, raspas de madeira e serragem sobre uma base de papelão.
    g) construção de formas ou figuras humanas com material de sucata, por exemplo: rolos de papel higiênico para montar um palhaço, cujo olho, boca, chapéu, etc., você já entrega cortado para que ele cole.
    h) atividades para trabalhar com o esquema corporal, por exemplo: contornar partes do corpo no papel (mão, pé), confeccionar um boneco, em tamanho natural, com meias finas, enchendo as meias com bolas de jornal amassado, moldando a forma das pernas e quadril numa, noutra o tórax e braços e numa outra a cabeça; vesti-lo com roupas velhas.
    i) pintura a dedo com tinta guache ( você pode trabalhar as cores com ele, ensinando com o que se relaciona cada cor, qual o contraste, a combinação, etc., até para ajudá-lo na escolha do seu vestuário.
    j) mosaico com pedaços de tecido de texturas diferentes.
    k) colagem com flores, folhas e galhos secos.
    l) explorar uma flor natural, mostrando parte por parte e, depois, trabalhar, com colagem, a reprodução de uma flor no papel.
    m) confeccionar objetos de formas diversas, com material variado, por exemplo, porta-copos, quadrinhos, etc.
    n) contornar o desenho de um peixe (ou índio, bandeira nacional, etc) com barbante, dar as escamas cortadas em papel para que eles colem, explicando cada parte do peixe.
    o) fazer esculturas com colagem de bolas de papel de tamanhos diversos.
    p) desenhar com giz de cera sobre uma folha de papel oficio colocada sobre uma prancheta de madeira encapada com tela de mosquiteiro (o que dá um certo relevo - perceptível ao tato - ao que ele desenhou).
    O material que pode ser usado é muito rico; o professor deve, antes de iniciar a atividade proposta, explorá-lo bem com seu aluno, enfatizando a riqueza de detalhes, formas, texturas, cores (para os que vêem cores), beleza. Para o aluno cego, a textura é a "cor" do objeto, pois as diferenças percebidas pelo tato fazem um paralelo com as nuances de cor que a lhe proporcionaria, por isso a textura pode ser ricamente explorada nos trabalhos com DV.
    Se o aluno tem algum resíduo visual, pergunta à ele suas dúvidas sobre como encaminhar melhor as atividades. Isso é válido também para o aluno cego: juntos, você e seus alunos, podem descobrir mil maneiras de trabalhar durante as aulas.

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A história de inclusão no município de Graça




Olá! Sou professora de AEE nas escolas Pedro Neudo Brito (municipal) e Raimundo da Cunha Brito (Estadual). Iniciei nesta área da Educação Especial há poucos anos, mas me apaixonei por ela em poucos dias, desenvolvo um trabalho de atendimento para alunos no contra turno e a maioria deles estão na faixa etária dos 10 aos 20 anos, claro que também tenho alunos mais novos e mais velhos do que isso. Acredito ter sido presenteada por Deus com esta função e que minha vida não teria o mesmo brilho se meus alunos não fossem assim tão especiais. No meu município, Graça, este é o primeiro ano que existe uma Sala de Recursos Multifuncionais e até há pouco tempo eu era a única profissional especializada na área, agora percebo um maior interesse por parte da educação e até mesmo da sociedade para que haja a inclusão, para que as pessoas com necessidades especiais estejam interagindo e se desenvolvendo da melhor forma. Fico feliz porque no próximo ano (2012) serão abertas mais três salas para AEE aqui no nosso município e que terei colegas de trabalho nesta área que atualmente já estão se especializando e fazendo cursos de braille e libras, considero isso um grande avanço pra cidade e da mentalidade das pessoas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Formação de Professores- desafiando os limites da inclusão

Olá pessoal! Estou disponibilizando aqui um material produzido por uma amiga e eu, onde falamos da nossa experiência com a formação de professores na área de Educação Especial, sobre a importância desta e os desafios enfrentados diariamente por nós que trabalhamos levantando a bandeira da inclusão. A leitura é bem simples e de fácil compreensão, espero que gostem! Renata.